Riviera Turca e Trabzon

Neste vídeo, você vai conhecer dois destinos importantes da Turquia: A Riviera Turca, repleta de praias banhadas por um mar azul turqueza e ruínas milenares. Vai conhecer também Trabzum uma cidade localizada as margens do mar Negro onde está o impressionante mosteiro de Sumela. Tenho certeza de que você vai gostar. Viaje Comigo!

 

 

Riviera Turca e Trabzom 

A Turquia é um país rico em cultura, história e tradições.  Viajando por seu interior descobrimos que o país possui também uma diversidade de relevos e formações geológicas que fazem da Turquia um mosaico de belas paisagens. Um destino especialmente surpreendente é a costa sul-sudoeste do país, conhecida como Riviera Turca. Sua principal cidade é Antália, uma cidade litorânea banhada pelo mar mediterrâneo. Antália hoje tem mais de 1 milhão de habitantes e durante os meses de verão, praticamente dobra a população com a chegada dos turistas que invadem suas belas praias.  A cidade foi erguida ao redor de um antigo e protegido porto, ainda durante a civilização grega. Desde então, tem sido sempre um destino freqüentado por reis e sultões. A herança de muitos destes visitantes ilustres pode ser encontrada no bairro de Mina (ou porto) onde as casas Otomanas foram transformadas em hotéis, restaurantes e lojas de artesanato. Passeando por este simpático bairro é ainda possível ver mesquitas e ruínas antigas que enfeitam suas ruas , como por exemplo, as Portas de Adriano. Devido ao clima ameno, toda a região de Antália é bem prospera, ideal para a agricultura e o cultivo de frutas. Esta fertilidade fez surgir, durante  séculos, dezenas de cidades gregas e romanas.  As ruínas de algumas delas podem ser visitadas, como é o caso de Perge, surgida mil anos antes de Cristo. Seus banhos romanos e suas alamedas cobertas de mármore e ladeadas de altas colunas impressionam qualquer visitante. Outra ruína que merece atenção é a do antigo teatro de Aspendos. Esta imponente estrutura resistiu ao tempo e se tornou no teatro antigo mais bem preservado de toda a Turquia.

A oeste de Antália, tem início uma costa recortada pelas montanhas Taurus, considerado uma jóia do turismo e que esconde pequenas vilas e belas praias. Este trecho da Riviera Turca pode ser percorrido de carro, por uma estrada que acompanha o litoral, ou visitada de barco em passeios que duram até uma semana. Estes cruzeiros, feitos em escunas de madeira chamadas “Gulets“ partem normalmente de Bodrum,  uma cidade milenar localizada as margens do mar Egeu. Bodrum foi fundada no século VII A.C é já foi habitada por persas, gregos, romanos e cavaleiros cruzados. Sua origem grega está bem representada pela cor branca que cobre a maioria das casas e que contrasta lindamente com as águas azul turquesa do mar Egeu. As praias de Bodrum são muito procuradas no verão e suas marinas guardam centenas de barcos, desde simples pesqueiros até iates de luxo. A cidade é marcada pelo imponente Castelo de São Pedro, construídos por Cavaleiros Hospitalários no século 14 D.C. No tempo das Cruzadas, as muralhas destas fortalezas serviam de proteção aos soldados e peregrinos que iam para a Terra Santa. Hoje, além da beleza dos seus muros e pátios, o visitante pode admirar os milhares de artefatos que fazem parte do Museu de Arqueologia Submarina que ocupa quase todos os aposentos do castelo. Uma viagem no tempo através de peças retiradas do fundo do mar e providas de todas as costas da Turquia.

Nossa última parada nesta viagem também será nas margens de um mar, mas no outro canto do país. Visitamos Trabzum, uma cidade localizada no nordeste da Turquia, as margens do mar Negro. Trabzum, tal com Antália e Bodrum,  também é muito antiga e já foi até capital de um império. Graças a sua localização estratégica, entre o  mar e as montanhas, tornou-se parte de uma importante rota comercial conhecida como Rota da Seda. Este fluxo de visitantes influenciou sua cultura e religião. Hoje os homens de Trabzum são reconhecidos como os mais nacionalistas e religiosos da Turquia. Apesar da tradicionalidade, a cidade é muito moderna e sua simpática população recebe muito bem os visitantes. Seu principal atrativo turístico urbano é a Ragia Sofia. Como sua irmã maior de Istambul, a Ragia Sofia de Trabzum já foi igreja cristã, mesquita e hoje é um museu que exibe os afrescos pintados no seu interior. Todavia, o maior atrativo turístico de Trabzum está fora da cidade, no vale de Altindere. Ali, encravado na encosta de uma montanha a 1.200 metros de altura, se encontra o Mosteiro de Sumela. Esta importante construção começou a ser erguida em 386 D.C. e se tornou um marco da fé cristã ortodoxa nesta região. Mesmo durante o império Otomano foi preservado e admirado por todo o mundo muçulmano. O mosteiro se ergue na entrada de uma caverna considerada sagrada. Toda a sua fachada e interior são recobertos por centenas de afrescos com representação de cenas bíblicas e da vida de Jesus. Impressionante!

Antália, Bodrum e Trabzum são um bom exemplo das belezas que você encontrará em uma viagem pela Turquia. Além destes destinos, existem dezenas de outros lugares repletos de história, cultura, tradições e lindas paisagens. Visite a Turquia e descubra um país fantástico. Boa viagem!

Peter Goldschmidt

* Peter Goldschmidt é membro da Família Goldschmidt que desde 1999 viaja pelo mundo descobrindo e divulgando novos roteiros turísticos. É também diretor da agência de turismo Gold Trip.  www.goldtrip.com.br

 

 

 

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Kusadase

A riqueza arqueológica da Turquia me impressiona dia a dia. Sabe aquelas cidades antigas citadas na Bíblia e nos livros de história que você sempre imaginou como seriam, mas nunca pensou que as conheceria? Pois é, muitas delas estão aqui na Turquia. Vamos conheça-las?


Éfeso

Citada várias vezes no Novo Testamento e a quem Paulo dedicou uma de suas epistolas (Carta aos Efésios). As ruínas desta antiga cidade ficam a apenas alguns quilômetros de Kusadase, um importante porto de comércio e de cruzeiros.
Esta cidade greco-romana foi uma das maiores e mais importantes do mundo antigo. As ruínas estão bem conservadas e cheias de curiosidades. Ali foi encontrada uma imagem da deusa Nike, a deusa da vitória, que inspirou o nome desta famosa marca de produtos esportivos. Éfesos foi um importante porto comercial e aqui viveram grandes filósofos e pensadores. A fachada de sua biblioteca ainda está de pé e é um dos cartões postais da cidade. O teatro também impressiona pela sua grandiosidade, pois foi um dos maiores da sua época com capacidade para mais de 25 mil pessoas. As arquibancadas ficavam de frente para o mercado, o porto e o mar. Interessante é que nos últimos dois mil anos, toda a região do porto foi assoreada e o mar recuou cerca de oito quilômetros. A perda do acesso fácil ao mar Egeu contribuiu para declínio da cidade no século VIII.

Próximo dali vale a pena visitar dois importantes marcos do cristianismo. Um deles é a casa onde, segundo a tradição, morou Maria, mãe de Jesus. Na verdade a casa mais parece uma pequena capela, com uma grande imagem de Maria e vários desenhos e relíquias.

Um outro atrativo interessante, são as ruínas da Basílica de São João. Foi nesta região que o apóstolo de Jesus passou seus últimos anos, depois da sua prisão na ilha de Patmos (aqui perto). Seu corpo foi enterrado sob uma imensa igreja construída em sua homenagem. A igreja está em ruínas, mas vale uma visita.

Pergamo

Ao norte de Kusadase, encontramos outros sítios arqueológicos importantes. Um deles é a cidade de Pérgamo, uma das sete cidades (igrejas) citadas pelo apóstolo João no livro de apocalipse (Bíblia). Esta cidade foi também conhecida porque possuía a segunda maior biblioteca do mundo antigo, com mais de 200 mil volumes. Ela só perdia para a Biblioteca de Alexandria. Por causa desta disputa, o Egito restringia o envio de papiros para Pergamo. Por causa disto, os habitantes da cidade desenvolveram um novo tipo de  material onde poderiam escrever seus livros. Este novo material era feito com a pele das cabras curtida e foi batizado de Pergaminho. Por ser mais resistente e durável, o novo “papel” logo ganhou fama e mercado. Na cidade de Bergama (Pérgamo), existem alguns lugares onde se podem comprar pergaminhos.Visitamos uma loja chamada Pergamon Parchment onde, além de comprar quadros decorados, pudemos assistir a um mini-show. O dono, senhor Macit, tocou para nós uma música no Alaúde, um instrumento medieval.

Perto de Pergamo também visitamos as ruínas do Santuário de Esculápio, o deus grego da cura. Para o seu templo eram trazidos doentes que ficavam deitados e dormiam o mais que podiam. A crença era que Esculápio os curava durante o sono ou enviava mensagens de como determinada doença poderia ser vencida. Os templos de Esculápio deram origem aos atuais hospitais, aonde as pessoas também chegam para serem curadas. O símbolo de Esculápio, uma serpente enrolada em um bastão, ainda é usado como símbolo de cura e pode ser encontrada na bandeira da Organização Mundial de Saúde.

Cavalo de Tróia

Até pouco tempo atrás sua existência era apenas um mito. Somente no final do século IX, com a descoberta do sítio arqueológico de Tróia é que esta cidade, imortalizada por Homero no clássico Ilíadas, ganhou contornos de realidade. No livro, Tróia foi o palco de uma lendária batalha contra os gregos, depois que um dos seus príncipes raptou Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. O nome Ilíadas vem do nome grego para Tróia, Ilios.

As ruínas não são muito grandes e ainda há muito que ser escavado. Na verdade, no sítio arqueológico há vestígios de nove cidades de Tróia, uma construída sobre a outra. O estrato mais antigo remonta a 2.500 a.C. e o mais recente ao Império Romano.

Terminamos aqui nossa viagem pela Turquia, este fantástico país. Um outro mundo, uma outra cultura, uma mistura de civilizações, raças, religiões e histórias.
Levo da Turquia lindos presentes, mas principalmente boas memórias, ótimas experiências e muitos amigos, espero voltar em breve.
Se quiser conhecer a Turquia e ver tudo com seus próprios olhos, entre em contato conosco através do site da Gold Trip (www.goldtrip.com.br). Até breve!

Güle-güle Türkiye!

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Peter Goldschmidt
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** Este post se refere a viagem feita pela Família Goldschmidt a Turquia em Abril/11

Quer viajar? Veja algumas dicas

* Em geral as pessoa são educadas, gentis e muito hospitaleiras.  Os turcos também são ótimos negociantes, sempre abertos a uma boa pechincha. Gostam de fazer um bom negócio, mas se você não compra nada, eles continuam sorrindo e lhe tratando bem. Sempre simpáticos. Apesar de a língua turca ser um pouco complicada para nós, conseguimos nos comunicar bem através do inglês, do espanhol e da mímica universal.
* A comida é um pouco mais temperada que a do Brasil, mas muita variada e saborosa. Usam muitos temperos diferentes e exóticos. Eles também são loucos por Iogurte. Ele aparece nas refeições de várias formas e tem até uma bebida feita com ele: o Ayran. É uma bebida que mistura doce com salgado. Eu não gostei muito, mas eles adoram. Os doces são saborosos e variados. Procure provar a “Delicia Turca” uma espécie de goma com açúcar. O sabor faz jus ao nome. Prove de tudo, experimente! Afinal, conhecer um país é também conhecer os seus sabores.

* As estradas são em geral de boa qualidade. Encontrei muitas rodovias em obras nos quase três mil quilômetros que rodamos pelo país. Há bons postos de serviços e muitos policiais nas estradas. A polícia é séria e confiável, o único problema para nós brasileiros é o idioma. O combustível é caro, cerca de R$ 3,50 o litro (Abril/11).

* A alta temporada para turismo na Turquia começa em Abril e vai até Novembro. Dentro destes meses, o maior pico é entre Junho a Agosto, também os meses mais quentes.
Em alguns lugares a temperatura chega fácil aos 45 graus. No inverno também é possível viajar suas vantagens são: Tem menos turistas, é mais barato e a neve dá um toque especial na paisagem.

* A moeda é a Lira Turca, que hoje (Abril/11) tem um valor 10% menor que o Real. Os preços em geral são mais baixos que o Brasil. Posso dizer em média de 30% mais baixos. O artesanato é rico e variado.
Da vontade de levar tudo. Em geral é mais barato fora de Istambul onde você consegue negociar melhor. Cada região tem o seu próprio artesanato então, vale a pena ir comprando aos poucos.

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Peter Goldschmidt
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Pamukkale

O interior da península da Anatólia, como é chamada a porção asiática da Turquia, esconde lugares realmente belos e boas surpresas. Começamos a desvendar a região visitando a cidade de Konya, a capital religiosa do país. A cidade é ampla, com ruas largas, muitos parques e repleta de mesquitas. Sua vocação religiosa veio primeiro através de várias visitadas do apóstolo Paulo, ainda no primeiro século da era cristã. Um pouco mais tarde, se tornou o lar e centro de ensino do filósofo e poeta Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī, conhecido simplesmente como Rumi ou Mevlana. Nascido no século XIII, Mevlana produziu uma grande obra composta de poesias e idéias acerca do amor de Deus e a vida. Seu livro mais conhecido chama-se Mesnevi e suas idéias tiveram grande impacto dentro do Islamismo Sufi. Seus seguidores fundaram a seita dos Dervixes, conhecidos como Dervixes famosos por dançarem a Semá. Nesta dança, os homens vestidos com saias brancas e longas, giram em torno de si mesmo em uma espécie de transe. Segundo eles, através dos giros, eles podem entrar em sintonia com o universo. Hoje, a tumba de Mevlana foi transformada em um museu e recebe todos os dias milhares de visitantes que vem até ali prestarem suas homenagens a este grande ícone do islamismo.

 

Nossa exploração de Anatólia central seguiu em direção as ruínas de Afrodisias. A cidade leva este nome, pois nela havia um importante (e grandioso) templo dedicado a deusa grega Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da sexualidade. Afrodite era uma entidade adorada desde o antigo Egito com o nome de Ishtar e depois pelos romanos com o nome de Venus. Sua imagem mais famosa está exposta no museu de Louvre em Paris e é conhecida como a Venus de Milo. Devido ao culto a deusa da beleza, a cidade atraiu muitos artista e estudantes de artes de todas as partes do império. Além disso, Afrodisias ficava ao lado de uma grande pedreira de mármore, que oferecia matéria prima de alta qualidade. As esculturas estão por toda parte, as colunas são ricamente adornadas e o mármore cobre quase todos os  edifícios. As ruínas impressionam por sua beleza, conservação e grandeza. Um dos lugares mais belos da cidade é o Boleonterion, uma sala de conselho em forma de semicírculo, toda decorada em mármore com diferentes tonalidades. Outro lugar importante é o templo de Afrodite. Embora parcialmente destruído, ainda revela muito de sua grandiosidade original. Sua entrada, o Tetrapylon é uma das construções mais importantes e impressionantes do  complexo. Ao lado das ruínas existe também um museu que guarda obras originais e restauradas encontradas na cidade.

Nossa última parada nesta região foi em um dos lugares mais impressionantes do país, a cidade de Pamukkale. A primeira coisa que se vê, desde grande distância, são as encostas totalmente brancas da montanha, como se fossem cobertas de neve. O nome Pamukkalle quer dizer, Castelo de Algodão. Mas o que cobre a montanha não é algodão, nem tampouco neve.  A capa branca é composta de cálcio, mas precisamente carbonato de cálcio. Este mineral é trazido a superfície por águas termais que brotam do interior da montanha e escorrem por suas encostas. Durante a descida o cálcio se solidifica e formam piscinas naturais. Caminhar por entre estas piscinas e banhar-se em suas águas mornas é um dos passeios mais interessantes na Turquia.

Esta paisagem surreal logo atraiu pessoas de outras regiões que passaram a viver nos arredores de Pamukkale. No século II a.c, o rei de Pérgamo fundou, no topo da montanha, a cidade de Hierápolis que cresceu rapidamente com a fama de lugar ideal para curar várias doenças através das águas medicinais. Por estar em uma zona de terremotos, a cidade foi destruída e reconstruída várias vezes, até que foi finalmente abandonada no século VIII. As ruínas de Hierápolis se espalham por uma grande área protegida pelo governo, mas aberta a visitação. Sua Necrópole é a maior da Anatólia com mais de 12 mil tumbas. Outros lugares mais bem preservados são: a casa de banho, as latrinas, o templo de Apolo e o anfiteatro.
Além das ruínas e das piscinas de cálcio, existem várias outras fontes termais onde é possível nadar e relaxar depois das caminhadas. A principal delas fica dentro das próprias ruínas, conhecida como Piscina Antiga (Antigue Pool). No fundo da piscina encontram-se colunas e objetivos pertencentes a decoração original do lugar. Aqui você pode, literalmente, dar um mergulho na história.

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Peter Goldschmidt
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** Este artigo se refere a viagem feita pela Família Goldschmidt a Turquia em Abril de 2011.

 

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Anatólia

Ancara, a capital da República Turca é a segunda maior cidade do país com mais de seis milhões de habitantes. Mistura todo o dinamismo de uma capital política com um jeito tradicional de pessoas do interior. Em geral todos agradáveis e simpáticos. Ancara não é propriamente uma cidade turística, mas é importante sobre vários aspectos, especialmente o cultural. Ao visitar está cidade é importante visitar dois locais, que lhe ajudarão a entender melhor a história antiga e recente da Turquia.

 

O primeiro é o Museu da Anatólia, voltado a mostrar o legado das civilizações antigas que viveram nesta região, especialmente a civilização Hitita que habitou a Anatólia de XX a XIII A.C.. Anatólia é o nome dado a toda península onde hoje está a Turquia, um local que devido a sua geografia e clima ameno, era um caminho natural para as migrações e conquistadores vindos da Ásia em direção ao Ocidente.

A segunda parada deve ser em AnitKabir, um suntuoso mausoléu construído em homenagem a Ataturk, o maior herói nacional da Turquia. Na verdade, pode-se dizer que a Turquia se tornou o grande país que é hoje devido à visão e força deste homem cujo nome completo era Mustafa Kemal Ataturk. Com ajuda de amigos e a força da população ele declarou a independência da Republica da Turquia em 1923, trazendo o país para a era moderna. Dentre várias mudanças adotadas por ele podemos citar: a instauração da democracia, a criação de um estado Laico, o fim das escolas religiosas, a alfabetização do país, o direito da mulher votar e de ser votada, a mudança do alfabeto arábico para o hindu-latino, a pacificação do território e o conceito de que todos que vivem no solo turco, independente de sua religião ou origem étnica, são e devem ser tratados como iguais. O resultado destas mudanças foi o fortalecimento da nação e um avanço nas questões políticas, humanas e comerciais que tornaram a Turquia um país poderoso e influente em toda região. Em retribuição ao seu trabalho o povo turco deu a ele o sobrenome de Ataturk, que quer dizer: Pai da Turquia. Hoje seu corpo repousa sob em um lindo monumento, ao lado de um belo museu que conta toda sua história. Para se entender e conhecer a Turquia é imprescindível conhecer e entender o trabalho de Mustafa Kemal Ataturk.

Em nossa viagem em direção à Capadócia, paramos para conhecer o Tuz Gölü, o segundo maior lago da Turquia. A tradução do seu nome é Lago de Sal, pois suas águas têm uma concentração de 33% deste mineral. Deste lago é extraído o sal usado nas casas e nas indústrias, bem como na produção de cosméticos e artesanato. O curioso é que apesar de muito grande, ele tem pouca profundidade. O seu local mais fundo tem pouco mais de 1 metro, enquanto na maior parte de sua área a profundidade não ultrapasse 10 ou 20 centímetros.

Paramos também para conhecer uma Caravan Saray, uma das muitas fortalezas construídas durante o Império Seljúcida no século XI. Estas fortalezas serviam de forte, hospedagem, hotel e restaurante para milhares de pessoas e comerciantes que percorriam a Rota da Seda que ligada a China ao interior da Anatólia. A palavra Caravan Saray pode ser traduzida como Palácio da Caravana.

A Turquia é um país repleto de paisagens, história e cultura, um paraíso para quem gosta de aprender enquanto viaja. Um lugar especial dentro deste país é a Capadócia, um destino diferente de tudo o que vi pelo mundo. Mas este é assunto para o próximo Viaje Comigo

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Peter Goldschmidt – Família Goldschmidt

Peter é membro da Família Goldschmidt e diretor-consultor de turismo da agência Gold Trip. www.goldtrip.com.br // www.familiagold.com.br
* Fotos: Família Goldschmidt

** Este post se refere a viagem feita pela Família Goldschmidt a Turquia em Abril de 2011

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Istambul

Ela já foi chamada de Nova Roma, Bizâncio, Rainha das cidades e Constantinopla. Já foi capital de dois grandes impérios e é considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo. Estamos falando de Istambul, a maior cidade da atual Turquia, fundada há mais de 2.500 anos. Istambul é uma cidade dividida. Não pela política ou pela religião, mas pela geografia. É cortada ao meio pelo estreito de Bósforo, um dos mais importantes e movimentados do mundo. Metade da cidade fica na Europa e a outra metade na Ásia.

 

Istambul é fantástica, uma mistura de passado e futuro, oriente e ocidente. Altos e modernos edifícios se misturam com palácios, muralhas milenares e mesquitas, muitas mesquitas. Só em Istambul são mais de duas mil. Mas apesar de tanta fé, o país sabe separar bem a religião da política. A maioria da população é muçulmana, mas convive muito bem com as minorias cristãs e judias. Um bom exemplo disto a Hagia Sophia. Ela nasceu como uma catedral cristã, depois foi convertida em mesquita e agora é um grande museu onde ícones islâmicos convivem lado a lado com santos cristãos. Um grande painel com o nome do profeta Maomé fica pendurado justo ao lado de um mosaico da virgem Maria. Uma convivência exemplar. Hagia Sophia é ampla, linda, impactante e cheia de história, certamente uma das construções mais belas do mundo com mais de 1.500 anos de história. Outro lugar que me impressionou muito foi o Palácio Topkapi (Palácio da Porta do canhão). Esta foi à residência oficial dos sultões Otomanos entre os anos de 1465-1856. Como muitas construções Otomanas, o palácio é gigantesco. Dentro dele moravam quatro mil pessoas que serviam diretamente ao sultão. Suas muralhas têm mais de cinco quilômetros de extensão. Nas salas ricamente decoradas estão exibidas carruagens, armaduras, roupas, utensílios e jóias. Nas salas de tesouros encontramos artigos e armas usadas pelos sultões, quase tudo em ouro cravejado com milhares de pedras preciosas. Em um palácio especial estão exibidas as relíquias sagradas para o islamismo com o cajado de Moisés, uma panela de Abraão, o crânio de João Batista, a espada de David, além das vestes e fios da barba do profeta Maomé. É um lugar considerado tão sagrado que, durante 24 horas por dia, sempre tem alguém recitando trechos do Alcorão, o livro sagrado do Islã.

Em um lugar onde a religião é tão presente, nossa terceira visita só poderia ser em uma mesquita, por sinal uma das mais belas e grandiosas da cidade. Na Mesquita Azul você tem oportunidade de acompanhar as orações diárias e visitar partes de suas dependências. A mesquita é ampla, clara e possui lindos mosaicos e vitrais de cor azul (daí o nome). Sua grande abóboda só é superada em tamanho e altura pela de Hagia Sophia. O piso é coberto por um carpete vermelho ricamente decorado com motivos de tulipas. Esta por sinal é a flor símbolo da Turquia, presente em todas as praças da cidade. Dizem que as primeiras tulipas que chegaram à Holanda vieram daqui e foram presente do sultão Mehmed II, o conquistador, no século XV. Outro patrimônio turco são os gatos. Como as tulipas, eles estão em toda parte, inclusive nos museus.

Ao lado da Mesquita Azul, encontramos o que restou do antigo hipódromo romano. O local é um uma grande praça e os únicos vestígios da sua ocupação original são o traçado oval das ruas e dois obeliscos egípcios (de 2.500 anos de idade) trazidos pelos romanos para embelezar o centro da arena.

Passear a pé por Istambul é uma maneira de viajar pela história e conhecer um pouco do próprio país. Como a ponte sobre o Bósforo, Istambul consegue unir com maestria o nosso mundo ocidental com o oriente. Costumes, música e religião estão presentes nos grandes monumentos e no dia a dia das pessoas. A cidade está coberta de história de alto a baixo, literalmente. Explico! Sob a cidade, foram construídas mais de 70 cisternas, as mais antigas datadas de 1.500 anos atrás. Estas imensas piscinas subterrâneas tinham o propósito de abastecer a cidade e garantir a sua resistência ao diversos cercos que sofreu (foram 21). Seus salões são imensos, alguns com mais de 10 metros de altura e quase duzentos metros de comprimento. As colunas que os sustentam possuem diferentes estilos. Acredita-se que foram retiradas de templos e palácios mais antigos.

Depois de conhecer os subterrâneos, nossa visita continuou pelas ruas de Istambul onde conhecemos dois importantes mercados. O bazar de Istambul impressiona pelo seu tamanho e pela variedade de artigos que oferece. Nas suas ruas cobertas se comercializa praticamente de tudo, desde antiguidades até camisas de futebol, passando por jóias, artigos em prata, bronze e couro. O outro mercado que marcou nossa visita foi o Bazar Egípcio, ou Bazar das Especiarias. Os vendedores são muito simpáticos e oferecem degustação de tudo o que vendem, inclusive caviar. Além das especiarias e condimentos vindos de todas as partes da Ásia, encontram-se no bazar, doces turcos, perfumes, artesanato e frutas secas. Nas ruas ao redor, vendem-se vários tipos de queijos (um mais saboroso que o outro), frutas, peixes e frutas. Uma festa para os sentidos da visão, olfato e paladar.

Um dos passeios imperdíveis na cidade é o cruzeiro de uma hora pelo estreito de Bósforo que divide a cidade entre a Europa e Ásia. O passeio nos leva para o norte de Istambul onde estão os bairros mais nobres, grande mansões, mesquitas e castelos. O centro comercial da cidade está na Praça de Taksim, bem no alto da cidade nova. Dali parte a rua mais famosa e mais movimentada de Istambul, a Istiklal. Esta avenida de três quilômetros, dedicada somente aos pedestres, está repleta de lojas e restaurantes que funcionam quase que 24 horas por dia. Nela circulam diariamente cerca de três milhões de pessoa. Em um dos extremos da avenida está a Torre Gálata, um dos pontos mais altos da cidade. Erguida há muitos séculos, este gigante de pedra tinha a função de vigiar a cidade contra incêndios e ameaças de invasões. No seu topo hoje há um restaurante e um mirante de onde se pode avistar os principais pontos da cidade.

Há muito mais o que ver na cidade de Istambul entre mercados, museus, mesquitas e apresentações culturais. Apesar de ser antiga, a cidade sabe muito bem viver o presente. Em sua viagem a Turquia, separe tempo para conhecê-la, pois ela é a melhor porta de entrada para o oriente. Gulë gulë! (tchau em Turco)

Peter Goldschmidt – Família Goldschmidt

Peter é membro da Família Goldschmidt e diretor de turismo da agência Gold Trip.
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* Fotos: Família Goldschmidt

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